Aquisições de agosto

Consulte as obras que foram inseridas no mês de agosto.

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Para a lista de novas aquisições dos meses anteriores, consulte a aba na parte superior do blog.

Paralisação 13 de agosto

Comunicamos que no dia 13 de agosto, terça-feira, a Biblioteca da Escola de Belas Artes estará fechada.

Os servidores participarão, seguindo orientações do sindicato da categoria, do Dia Nacional de Mobilização, Paralisações, Assembleias e Greves Contra a Reforma da Previdência, em Defesa da Educação Pública e por Empregos. Convidamos toda a comunidade usuária a participar dos atos.


Os serviços retornarão normalmente na quarta-feira, dia 14 de agosto.

Paralisação 30 de maio

Livros sobre África – Coleção Especial BU-UFMG

A UFMG recebeu, na última semana, doação de 666 obras sobre a África, em áreas como história, economia, política, antropologia, geografia, cinema e literatura. Os livros têm origem no extinto Instituto de Investigações Científicas Tropicais (IICT), de Portugal, e passam a integrar as Coleções Especiais da Biblioteca Universitária.

A grande maioria dos livros recém-chegados é escrita em português, mas há volumes em outros idiomas. O material inclui, ainda, fontes primárias para História da África, como correspondências e outros documentos do século 15 ao 18, referentes à administração portuguesa dos territórios da costa ocidental africana.

A doação amplia a coleção sobre a África na UFMG, iniciada pelo Centro de Estudos Africanos. O acervo passa a contar com cerca de 1.300 volumes, boa parte deles adquirida nos últimos anos de editoras de Moçambique e Angola. Os livros podem ser consultados em sala do 4º andar da Biblioteca Central, no campus Pampulha.

Exposição ‘O que é arte?’ integra comemoração dos dez anos da Coleção Livro de Artista


Livro “O que é arte?”, da artista Regina Vater, é inspiração para nome da mostra que comemora 10 anos da Coleção Livro de Artista da UFMG

De 12 de abril a 11 de maio, o quarto andar da Biblioteca Central recebe a exposição “O que é arte?”, nomeada em referência ao livro de mesmo nome publicado há mais de 40 anos pela artista Regina Vater. A mostra faz parte das atividades em comemoração aos dez anos da Coleção Livro de Artista da UFMG.

Além do livro de Regina Vater, com respostas à pergunta “O que é arte?”, coletadas na entrada do Teatro Municipal de São Paulo, também serão expostos livros de Aloisio Magalhães, Jonathan Monk, Rute Gusmão, Sandra Heshiki, entre outros artistas.

“Selecionamos livros que têm o fazer artístico e a história da arte como tema, seja pelo diálogo intertextual com outros artistas e obras, seja pela relação com os museus e coleções. Todo o sistema da arte é colocado em evidência e questionado nesse conjunto de obras, que abrange desde os convites de exposição e a publicação de discursos oficiais de abertura de mostras, até uma entrevista fictícia de um jovem artista com um dos mais renomados curadores da atualidade”, explica Amir Brito, curador da exposição.

Durante a mostra, um grupo de bolsistas acompanharão os visitantes, que poderão manusear os livros e conversar a respeito das obras em horários predeterminados. As visitas podem ser agendadas pelo e-mail colesp@bu.ufmg.br ou pelo telefone (31) 3409-4615. 

As roupas e o tempo

Em tese pioneira, professor da EBA aborda a relação entre moda e modernidade com base nas ideias de aparência e de gosto

Miroir d'apparence, criação do belga Nicolas Destino, que une moda e design de objetos
Miroir d’apparence, criação do belga Nicolas Destino, que une moda e design de objetos Acervo Nicolas Destino

“É possível pensar sobre a moda?” Esse foi o questionamento que motivou o ­professor Tarcisio D’Almeida, do curso de Design de Moda da Escola de Belas Artes, a empreender sua pesquisa de doutorado, defendida no fim do ano passado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Em As roupas e o tempo: uma filosofia da moda, o professor explora reflexões suscitadas pela moda e traça um histórico do que foi produzido por pensadores acerca do tema, ao longo dos séculos.

Sob orientação da filósofa Olgária Matos, Tarcisio guiou-se pela ideia que associa moda à produção estética e visitou as obras de filósofos como Montaigne, Montesquieu, Rousseau, Kant e Hegel para perceber como surgiu a relação da moda e da pulsão pelo vestuário com as noções de futilidade, efemeridade e frivolidade. O autor se aproxima também do pensamento de intelectuais como Walter Benjamin e Theodor Adorno para abordar a relação simbiótica entre a moda e a modernidade com base nas noções de aparência e de gosto.

“Ao nascer, a moda já preconiza a sua própria morte, por isso o eixo condutor da tese foi o tempo. O objetivo foi perceber como o homem, na evolução dos séculos, comportou-se em relação às roupas e à moda”, explica o professor. Ao alcançar os períodos da modernidade e da contemporaneidade, Tarcisio dedica-se à relação da moda com a cultura e com o consumo, apoiado em nomes como Lipovetsky e Baudrillard.

Leis suntuárias
Na tese, o professor trata a filosofia da moda entre os conceitos de literatura, arte, estética e fetichização de mercadorias sob perspectivas benjaminiana e frankfurtiana. Tarcisio relembra a criação das leis suntuárias, vigentes na Europa durante a Idade Média e no começo da Idade Moderna, para ilustrar como a pulsão pelo vestuário marca as sociedades há séculos. “Montaigne e Montesquieu produziram reflexões sobre as leis suntuárias, criadas para impedir a burguesia de copiar a estética indumentária da nobreza. Foi uma reação às primeiras tentativas de pessoas de classes inferiores se aproximarem esteticamente das classes superiores. A partir daí, as ideias de frivolidade e futilidade passaram a ser comumente associadas à moda”, diz Tarcisio.

Na conclusão do trabalho, o pesquisador aborda a aculturalidade da moda, que, por vezes, tira partido de apropriações indevidas, esvaziando patrimônios culturais de seu valor original. Como exemplo, ele cita a controvérsia em que a grife francesa Dior se envolveu, em 2017, ao copiar um colete bordado por artesãs romenas no distrito de Bihor – sem dar crédito nem remunerar a comunidade local – e comercializá-lo por 30 mil euros. Em resposta, as artesãs criaram a marca Bihor Couture, que brinca com o nome da grife e dá destaque ao artesanato romeno.

Essa história, segundo Tarcisio, mostra os limites entre o que a moda produz como cultura e a forma como ela se aproxima do acultural ao apropriar-se das raízes de um povo com finalidade comercial: “É possível pensar a moda contemporânea como um acontecimento que, por meio de práticas abusivas do mercado orientado pelo neoliberalismo econômico, ‘obriga’ o criador a oscilar entre a adequação do processo criativo em busca de traços culturais e o alinhamento à demanda exorbitante do mercado.”

Pioneirismo
A tese defendida por Tarcisio D’Almeida é um marco na pós-graduação em Filosofia na USP, pois foi a primeira que tem a moda como tema. O pioneirismo também marcou sua dissertação de mestrado, Das passarelas às páginas: um olhar sobre o jornalismo de moda, defendida em 2006, no Programa de Pós-graduação em ­Ciências da Comunicação da USP. Foi a primeira desenvolvida na universidade paulista sobre jornalismo de moda.

A tese do professor mantém estreita relação com o livro Moda em diálogos: entrevistas com pensadores, publicado em 2012. A obra é resultado de projeto desenvolvido desde a década de 1990 pelo pesquisador, que dialoga com referências ­contemporâneas sobre a moda como objeto de reflexão.

Dalila Coelho

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Empréstimo de férias – nov/2018 a mar/2019