Festival deve aprofundar formato acadêmico e estreitar alianças com Diamantina, avaliam coordenadores, no encerramento do evento

Com o fechamento da edição 2009 do Festival de Inverno, nesta quinta-feira, 30, o que ela deixa como legado para a história do evento? As oficinas e eventos se propuseram a estimular ações transformadoras, ainda que em formato mais enxuto que nos anos anteriores. Mas o que a coordenação do Festival acredita ter sido mais significativo foi a realização do seminário Perspectivas da cultura em um cenário de transformações – que abriu a primeira semana do evento. “Na medida em que nos dispomos a repensar o que fazemos, houve a consciência que o formato ainda funciona”, diz o curador geral, Fabrício Fernandino.

O seminário, que contou com a participação dos fundadores, professores e artistas que passaram pelo Festival, definiu diretrizes para sua sustentabilidade nos próximos anos. As propostas serão apresentadas à Reitoria e aos candidatos à direção da Universidade (no segundo semestre a UFMG realiza consulta à comunidade para o cargo a reitor). A ideia é que o seu planejamento seja preparado a longo prazo – de quatro em quatro anos, por exemplo. O coordenador geral, Maurício Campomori, argumenta que o Festival deva extrapolar a condição de evento e entrar na categoria de projeto acadêmico da Universidade. “O seminário, como experiência pedagógica, apontou possibilidades de transformação e caminhos de ensino, com uma formação mais complexa que a escola”, diz.

“É uma questão de priorização e vontade política. Não significa dizer que tenha deixado de ser prioridade, mas é preciso aprofundar esse compromisso”, pontua Campomori. Ele e Fabrício Fernandino acreditam que o Festival, proposto como projeto acadêmico, abrirá maiores oportunidades de participação e parcerias com os ministérios da Cultura e da Educação – facilitando, na sequência, a obtenção de recursos, cerne da redução das atividades neste ano.

Parcerias
E sim, o Festival continua em Diamantina. Pelo menos esse é o desejo da coordenação e da atual administração municipal. O novo prefeito da cidade, Padre Gê, assegurou que destinará mais recursos para aquele que é o principal evento cultural da cidade. Parceiras com instituições regionais, que a coordenação pretende ampliar, já começaram a funcionar neste ano. Nessa linha, o Museu do Diamante, ligado ao Ministério da Cultura, ofereceu três oficinas gratuitas e deseja estender a parceria nos próximos anos. A Faculdade Fevale também propôs duas oficinas neste Festival. Essas alianças apontam para outro movimento que os participantes do Festival destacaram: reforçar vínculos com a população local, abrindo espaço para atender às suas necessidades.

Disponível em: http://www.ufmg.br/online/arquivos/012592.shtml

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