Viver a UFMG

Universidade estimula os 4,4 mil novos alunos que chegam neste semestre a explorar todas as potencialidades oferecidas pelo ambiente acadêmico

Matheus Espíndola

“Você conquistou o direito de estar aqui e agora deve viver a UFMG.” Essa é, segundo o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Tarcísio Mauro Vago, a mensagem-chave do evento de recepção aos 4,4 mil calouros que ingressam na UFMG no primeiro semestre de 2016. As atividades serão realizadas no auditório da Reitoria nos turnos da manhã, tarde e noite da próxima quinta-feira, dia 3 de março.

A conferência de abertura ficará a cargo do reitor, Jaime Arturo Ramírez, e da vice-reitora, Sandra Goulart Almeida, e será às 9h, com reedição às 19h. “Nossa universidade tem muito a oferecer a seu corpo discente. As atividades ofertadas não se limitam às salas de aula, laboratórios, bibliotecas e outros equipamentos. A UFMG é, sobretudo, um ambiente de trocas culturais, de experiências inovadoras e de aprendizados contínuos. Não tenho dúvida de que esse é o grande legado que o nosso estudante levará daqui. E é por isso que o estimulamos a viver o cotidiano da UFMG intensamente, em toda sua potencialidade”, afirma a vice-reitora.

Em seguida,às 9h30, e, no turno da noite, às 19h20, os calouros acompanharão a conferência Os limites do conhecimento, do professor Ado Jorio de Vasconcelos, do Departamento de Física do ICEx, reconhecido como um dos mais influentes cientistas do mundo. “Falarei sobre os limites físicos e éticos do conhecimento, sobre o seu valor e sobre como a universidade é o ambiente propício para as pessoas que buscam mergulhar nesse oceano”, afirma ele, ao antecipar a base de sua apresentação.

A roda de conversa UFMG, seu lugar, que encerra a programação nos turnos da manhã (11h) e da noite (20h30), será uma recepção afirmativa mediada por representantes das Pró-reitorias de Extensão, de Graduação e de Assuntos Estudantis. “Vamos abordar a equivalência de direitos que deve prevalecer na UFMG”, destaca Tarcísio Vago, adiantando que a Prograd apresentará resultados de pesquisas sobre o desempenho de estudantes cotistas. “Eles têm rendimento acadêmico superior à média da UFMG em quase todos os cursos”, afirma o pró-reitor.

Ainda segundo o pró-reitor de Assuntos Estudantis, um dos assuntos que serão abordados na roda de conversa está relacionado à resolução que assegura às pessoas da comunidade da UFMG, cujos nomes civis não reflitam sua identidade de gênero, o direito de incluir seu nome social nos registros, documentos e atos da vida funcional e acadêmica. A medida garante a inclusão do prenome pelo qual pessoas travestis e transexuais se identificam e são reconhecidos em suas relações sociais. Resoluções sobre direitos humanos e código de convivência discente, que tramitam atualmente no Conselho Universitário, também estarão na pauta.

Todas as atividades serão transmitidas para o Centro de Atividades Didáticas 1 (CAD 1), para o Instituto de Ciências Agrárias (ICA), em Montes Claros, e para os polos de Educação a Distância, localizados em 35 cidades do interior do estado. O conteúdo será interpretado em Libras pela equipe do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) da UFMG.

Nos saguões da Reitoria e do CAD 1, haverá, durante as atividades, distribuição de material da campanha de combate ao Aedes aegypti, vetor de transmissão da dengue, chikungunya e zika.

Além da sala de aula

Na série de apresentações A vida acadêmica na UFMG, os pró-reitores Ricardo Takahashi, de Graduação, Tarcísio Vago, de Assuntos Estudantis, e Benigna Maria de Oliveira, de Extensão, o diretor de Relações Internacionais, Fábio Alves, e um representante do DCE vão expor, a partir das 17h30, as possibilidades de desenvolvimento acadêmico oferecidas pela instituição.

“A UFMG oferece, sim, ao seu aluno a opção de passar os próximos anos apenas nas salas de aula, e, ao fim, ele sairá um profissional capacitado a executar as tarefas-padrão de sua profissão”, afirma o pró-reitor Ricardo Takahashi. No entanto, ressalva, a instituição tem consciência de que essa formação “é insuficiente numa trajetória acadêmica” e, por isso, proporciona uma aprendizagem vinculada à pesquisa, “acompanhando o nascimento do conhecimento novo”, à extensão e à própria atividade de ensino.

Sem trote

Atividades que envolvem agressões físicas e morais ou que as incentivam, entre membros da comunidade universitária, não são permitidas na UFMG. Especialmente em momentos de chegada de novos alunos, a recomendação é que todos se informem sobre as normas da instituição e evitem situações de humilhação e agressão a colegas. Denúncias de abusos à Ouvidoria podem ser feitas pelo telefone (31) 3409-6466 ou pelo e-mail.

A UFMG mantém página na internet que define trote e suas penalidades e divulga na íntegra a norma que rege a prática na instituição.

Calouros no 1º semestre

3.325 com entrada pelo Sisu em Belo Horizonte
240 entraram pelo Sisu em Montes Claros
281 matriculados em cursos de habilidades específicas
562 nas modalidades de transferência e obtenção de novo título

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