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Aviso para os dias 27 e 28 de julho.

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Biblioteca da EBA participa da exposição “Uma viagem interplanetária pelo Sistema de Bibliotecas da UFMG”

Quem compareceu ao mezanino da Reitoria da UFMG, na manhã desta segunda-feira (17), pôde participar do primeiro ‘embarque’ em “Uma viagem interplanetária pelo Sistema de Bibliotecas”, exposição que conta, de maneira metafórica, a história das 25 bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais.

Tendo como referência o Sistema Solar, composto por uma variedade de planetas e outros corpos celestes peculiares que orbitam o Sol, o Sistema de Bibliotecas da UFMG foi representado metaforicamente como um conjunto de ‘planetas do saber’ interconectados que orbitam a Biblioteca Universitária. Textos, depoimentos, fotografias e objetos sobre a história desses ‘planetas’ são envoltos na narrativa metafórica da exposição e resgatam o fio da memória do Sistema que os conecta.

Na abertura da mostra, Wellington Marçal de Carvalho, diretor da Biblioteca Universitária (BU), Carla Pedrosa, jornalista da BU, e Marcelo Borges, professor da Escola de Belas Artes, ressaltaram a importância do trabalho em equipe para viabilizar a exposição.

No que se refere à Biblioteca da Escola de Belas Artes – EBA, foram expostos os slides (diapositivos), que fizeram parte de seu acervo. Estes slides foram amplamente utilizados por professores e alunos durante as três últimas décadas do século XX. Atualmente pouco utilizados, foram gradualmente substituídos por outras tecnologias (powerpoint, etc). Todavia, a falta de fidelidade de cores (percebida ou imaginada) na mídia digital fizeram dos slides um formato único e diferenciado. Por essas razões os slides ainda são usados por artistas que submetem suas obras a concursos, em exibições individuais e em escolas de arte devido a toda sua singularidade, que, inclusive, marcou uma época. Abaixo, imagens do acervo de slides da biblioteca da EBA :

 

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Estiveram presentes na solenidade, a vice-reitora Sandra Regina Goulart Almeida; Benigna Maria de Oliveira, pró-reitora de extensão; Anália Gandini Pontelo, vice-diretora da Biblioteca Universitária; todos os integrantes do grupo responsável pela curadoria e expografia; bibliotecários da UFMG; servidores e alunos da Universidade, além de participantes da 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que visitavam o prédio da Reitoria.

Da esq. para a dir.: Anália Gandini Pontelo (vice-diretora da BU), Lívia Araújo,  Marcelo Borges, Rita Davis, Dayane Gomes, Carla Pedrosa (equipe responsável pela curadoria e expografia), Wellington Marcal de Carvalho (diretor da BU)

A exposição “Uma viagem interplanetária pelo Sistema de Bibliotecas” está em cartaz até o dia 8 de setembro e pode ser visitada no mezanino da Reitoria da UFMG, de segunda a sexta-feira, das 6h às 18h.

 

Avisos da biblioteca para o período de férias.

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Greve Geral dia 30 de junho de 2017.

 

Deslocamentos

exposição deslocamentos

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Impressões do imaginário : 500 anos de Ganda

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Olhar revisitado – Exposição no saguão da reitoria da UFMG

Em exposição comemorativa dos 90 anos, que será aberta nesta semana, obras do acervo artístico da UFMG dialogam com produções de artistas convidados

Ewerton Martins Ribeiro

Os peixeiros (1970), de Inimá de Paula, pertence à coleção Amigas da Cultura

Os peixeiros (1970), de Inimá de Paula, pertence à coleção Amigas da Cultura

Nas suas nove décadas de história, a UFMG reuniu um importante e heterogêneo acervo de obras de arte, resultado principalmente da doação de mecenas e de artistas. Parte desse conjunto está exposta em diferentes prédios dos campi; outra parte, sob a guarda direta da Diretoria de Ação Cultural (DAC). Para oferecer acesso e ajudar a conferir significado para esse universo artístico, a DAC planeja a organização de exposições temáticas com as obras.

Uma dessas exposições será aberta nesta quarta-feira, 3 de maio, às 18h, no saguão da Reitoria, integrando as comemorações dos 90 anos da Universidade. Olhar revisitado: reencontros e novas afetividades reúne 32 obras – entre pinturas, esculturas, fotografias e desenhos – e propõe que a comunidade acadêmica e os próprios artistas revejam esse acervo. A mostra poderá ser visitada das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, até 16 de agosto.

Rodrigo Vivas, professor da Escola de Belas Artes e coordenador da exposição, explica que a seleção das peças foi realizada por duas vias. Pela perspectiva Reencontros, artistas que já possuem obras no acervo da Universidade – como Jarbas Juarez, Andrea Lanna, Hélio Siqueira, Maria Helena Andrés, Carlos Wolney e Liliane Dardot – foram convidados a trazer novas produções, de forma a estabelecer diálogos sincrônicos ou diacrônicos, congruentes ou contraditórios entre as obras. “Imagine uma artista que tenha doado uma obra sua para a Universidade na década de 1970, como Yara Tupynambá. Desde então, ela teve pouco ou mesmo nenhum contato com essa produção. A ideia, então, foi convidar esses artistas a voltar a conversar com essas obras, por meio de trabalhos mais contemporâneos”, explica Rodrigo Vivas.

Pela perspectiva Novas afetividades, artistas contemporâneos que não possuem obras no catálogo da UFMG foram convidados a estabelecer diálogos entre produções suas e as obras do acervo produzidas por artistas que já morreram. “Estamos falando de nomes como Inimá de Paula, Guignard, Celso Renato e o alemão Friedrich Hagedorn, de quem possuímos nove aquarelas do século 19. Com a exposição, estamos colocando a obra desses grandes nomes para ‘conversar’ com artistas contemporâneos como Mário Azevedo, Domingos Mazzilli, Leandro Gabriel, Daniel Moreira, Paulo Miranda, Sérgio Vaz e Paulo Baptista”, enumera Fabrício Fernandino, professor da Escola de Belas Artes que divide com Rodrigo Vivas a curadoria da exposição.

Para a professora Leda Maria Martins, diretora de Ação Cultural da UFMG, o conceito proposto pelos curadores resultou em uma mostra que alia fruição estética e reflexão. “Esta é uma exposição que prima pelo diálogo, pela troca de experiências, por potencializar o olhar do espectador em relação às temporalidades que atravessam e que são atravessadas pela mostra”, salienta. “Ela reitera a ideia de ‘dádiva’, de presente, de compartilhamento que atravessa toda a programação de comemoração dos 90 anos da Universidade.”

De fato, esses “presentes” começaram a ser oferecidos ainda em setembro do ano passado, com o início das comemorações. Na ocasião, foi montada a exposição D. Quixote – Portinari e Drummond: releituras de Cervantes, em que foram apresentados 21 painéis com desenhos de Candido Portinari e glosas de Carlos Drummond de Andrade. Em setembro deste ano, após o término da temporada de Olhar revisitado, nova exposição será montada para o encerramento das comemorações.

Em trânsito

O Acervo Artístico UFMG (AAUFMG) alcançou valor cultural imensurável no transcorrer da história da instituição – em especial, nas últimas décadas, em virtude da chegada de importantes obras. Conforme inventário de 2010, que está documentado no livro Acervo artístico da UFMG (Editora C/Arte, 2011), essa coleção reúne em torno de 1.500 obras, distribuídas por mais de 30 unidades. “A partir desse primeiro levantamento, o desejo que ganhou forma nos últimos anos foi o de dar à sociedade acesso periódico a esse acervo”, diz Rodrigo Vivas. Em razão disso, a UFMG vem desenvolvendo intenso trabalho organizacional para favorecer esse acesso.

“Uma equipe multidisciplinar está ­realizando a documentação científica das imagens, sua catalogação e a implantação de um sistema de informação que vai possibilitar a consulta das obras por meio de banco de dados”, explica Letícia Julião, professora do curso de Museologia da Escola de Ciência da Informação e coordenadora do Acervo Artístico UFMG. A expectativa é de que 70% do acervo esteja inventariado e disponível para consulta interna até o fim do ano. Para 2018, a meta é concluir o inventário e disponibilizar na internet o acesso à base de dados. “O que se propõe é implantar uma curadoria digital do acervo, combinada à curadoria convencional”, explica Letícia. Segundo ela, esse sistema vai favorecer o controle da documentação, da conservação e da movimentação do acervo.

Há dois grupos de obras submetidas ao AAUFMG: o lotado na Reserva Técnica da DAC – sob a tutela direta dessa Diretoria – e o Acervo Operacional, que contém as obras sob a administração de outras unidades e que serão objeto de uma política de gestão compartilhada.

Política de extroversão

Paralelamente, também está sendo concebida uma política de extroversão para todo o AAUFMG. “Nosso acervo apresenta vocação para o diálogo com outras coleções. Nesse sentido, a proposta é incentivar a mobilidade das nossas obras, por meio de empréstimos para exposições, e desenvolver um programa de mostras que enfatize as conexões do AAUFMG com outros acervos artísticos, universitários ou não”, informa Letícia Julião.

Leda Maria Martins explica que essa política busca viabilizar a montagem de exposições com as obras até mesmo no exterior. “Temos obras que despertam grande interesse de galerias do Brasil e de outros países, como a pintura Morrem tantos homens e eu aqui tão só, da artista Teresinha Soares. No ano passado, conseguimos que fosse exposta na galeria Tate, em Londres. Depois de retornar ao Brasil, nós a enviamos ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). Com o trabalho que estamos realizando, será possível promover mais trânsitos como esse”, prevê Leda. De acordo com Letícia Julião, a UFMG projeta, ainda, “abrir a Reserva Técnica do acervo à visitação monitorada, como ocorre em alguns museus, inclusive universitários”.

Acervo artístico da UFMG / Editora C/Arte

Impulso, de Maria Helena Andrés (década de 1970), integra a coleção Amigas da Cultura

Impulso, de Maria Helena Andrés (década de 1970), integra a coleção Amigas da Cultura

Painel barroco (1967), de Sara Ávila

Painel barroco (1967), de Sara Ávila, dialoga com a escultura de Leandro Gabriel, de 2016 (detalhe abaixo)

Escultura de Leandro Gabriel, de 2016

Foca Lisboa/UFMG