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Olhar revisitado – Exposição no saguão da reitoria da UFMG

Em exposição comemorativa dos 90 anos, que será aberta nesta semana, obras do acervo artístico da UFMG dialogam com produções de artistas convidados

Ewerton Martins Ribeiro

Os peixeiros (1970), de Inimá de Paula, pertence à coleção Amigas da Cultura

Os peixeiros (1970), de Inimá de Paula, pertence à coleção Amigas da Cultura

Nas suas nove décadas de história, a UFMG reuniu um importante e heterogêneo acervo de obras de arte, resultado principalmente da doação de mecenas e de artistas. Parte desse conjunto está exposta em diferentes prédios dos campi; outra parte, sob a guarda direta da Diretoria de Ação Cultural (DAC). Para oferecer acesso e ajudar a conferir significado para esse universo artístico, a DAC planeja a organização de exposições temáticas com as obras.

Uma dessas exposições será aberta nesta quarta-feira, 3 de maio, às 18h, no saguão da Reitoria, integrando as comemorações dos 90 anos da Universidade. Olhar revisitado: reencontros e novas afetividades reúne 32 obras – entre pinturas, esculturas, fotografias e desenhos – e propõe que a comunidade acadêmica e os próprios artistas revejam esse acervo. A mostra poderá ser visitada das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, até 16 de agosto.

Rodrigo Vivas, professor da Escola de Belas Artes e coordenador da exposição, explica que a seleção das peças foi realizada por duas vias. Pela perspectiva Reencontros, artistas que já possuem obras no acervo da Universidade – como Jarbas Juarez, Andrea Lanna, Hélio Siqueira, Maria Helena Andrés, Carlos Wolney e Liliane Dardot – foram convidados a trazer novas produções, de forma a estabelecer diálogos sincrônicos ou diacrônicos, congruentes ou contraditórios entre as obras. “Imagine uma artista que tenha doado uma obra sua para a Universidade na década de 1970, como Yara Tupynambá. Desde então, ela teve pouco ou mesmo nenhum contato com essa produção. A ideia, então, foi convidar esses artistas a voltar a conversar com essas obras, por meio de trabalhos mais contemporâneos”, explica Rodrigo Vivas.

Pela perspectiva Novas afetividades, artistas contemporâneos que não possuem obras no catálogo da UFMG foram convidados a estabelecer diálogos entre produções suas e as obras do acervo produzidas por artistas que já morreram. “Estamos falando de nomes como Inimá de Paula, Guignard, Celso Renato e o alemão Friedrich Hagedorn, de quem possuímos nove aquarelas do século 19. Com a exposição, estamos colocando a obra desses grandes nomes para ‘conversar’ com artistas contemporâneos como Mário Azevedo, Domingos Mazzilli, Leandro Gabriel, Daniel Moreira, Paulo Miranda, Sérgio Vaz e Paulo Baptista”, enumera Fabrício Fernandino, professor da Escola de Belas Artes que divide com Rodrigo Vivas a curadoria da exposição.

Para a professora Leda Maria Martins, diretora de Ação Cultural da UFMG, o conceito proposto pelos curadores resultou em uma mostra que alia fruição estética e reflexão. “Esta é uma exposição que prima pelo diálogo, pela troca de experiências, por potencializar o olhar do espectador em relação às temporalidades que atravessam e que são atravessadas pela mostra”, salienta. “Ela reitera a ideia de ‘dádiva’, de presente, de compartilhamento que atravessa toda a programação de comemoração dos 90 anos da Universidade.”

De fato, esses “presentes” começaram a ser oferecidos ainda em setembro do ano passado, com o início das comemorações. Na ocasião, foi montada a exposição D. Quixote – Portinari e Drummond: releituras de Cervantes, em que foram apresentados 21 painéis com desenhos de Candido Portinari e glosas de Carlos Drummond de Andrade. Em setembro deste ano, após o término da temporada de Olhar revisitado, nova exposição será montada para o encerramento das comemorações.

Em trânsito

O Acervo Artístico UFMG (AAUFMG) alcançou valor cultural imensurável no transcorrer da história da instituição – em especial, nas últimas décadas, em virtude da chegada de importantes obras. Conforme inventário de 2010, que está documentado no livro Acervo artístico da UFMG (Editora C/Arte, 2011), essa coleção reúne em torno de 1.500 obras, distribuídas por mais de 30 unidades. “A partir desse primeiro levantamento, o desejo que ganhou forma nos últimos anos foi o de dar à sociedade acesso periódico a esse acervo”, diz Rodrigo Vivas. Em razão disso, a UFMG vem desenvolvendo intenso trabalho organizacional para favorecer esse acesso.

“Uma equipe multidisciplinar está ­realizando a documentação científica das imagens, sua catalogação e a implantação de um sistema de informação que vai possibilitar a consulta das obras por meio de banco de dados”, explica Letícia Julião, professora do curso de Museologia da Escola de Ciência da Informação e coordenadora do Acervo Artístico UFMG. A expectativa é de que 70% do acervo esteja inventariado e disponível para consulta interna até o fim do ano. Para 2018, a meta é concluir o inventário e disponibilizar na internet o acesso à base de dados. “O que se propõe é implantar uma curadoria digital do acervo, combinada à curadoria convencional”, explica Letícia. Segundo ela, esse sistema vai favorecer o controle da documentação, da conservação e da movimentação do acervo.

Há dois grupos de obras submetidas ao AAUFMG: o lotado na Reserva Técnica da DAC – sob a tutela direta dessa Diretoria – e o Acervo Operacional, que contém as obras sob a administração de outras unidades e que serão objeto de uma política de gestão compartilhada.

Política de extroversão

Paralelamente, também está sendo concebida uma política de extroversão para todo o AAUFMG. “Nosso acervo apresenta vocação para o diálogo com outras coleções. Nesse sentido, a proposta é incentivar a mobilidade das nossas obras, por meio de empréstimos para exposições, e desenvolver um programa de mostras que enfatize as conexões do AAUFMG com outros acervos artísticos, universitários ou não”, informa Letícia Julião.

Leda Maria Martins explica que essa política busca viabilizar a montagem de exposições com as obras até mesmo no exterior. “Temos obras que despertam grande interesse de galerias do Brasil e de outros países, como a pintura Morrem tantos homens e eu aqui tão só, da artista Teresinha Soares. No ano passado, conseguimos que fosse exposta na galeria Tate, em Londres. Depois de retornar ao Brasil, nós a enviamos ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). Com o trabalho que estamos realizando, será possível promover mais trânsitos como esse”, prevê Leda. De acordo com Letícia Julião, a UFMG projeta, ainda, “abrir a Reserva Técnica do acervo à visitação monitorada, como ocorre em alguns museus, inclusive universitários”.

Acervo artístico da UFMG / Editora C/Arte

Impulso, de Maria Helena Andrés (década de 1970), integra a coleção Amigas da Cultura

Impulso, de Maria Helena Andrés (década de 1970), integra a coleção Amigas da Cultura

Painel barroco (1967), de Sara Ávila

Painel barroco (1967), de Sara Ávila, dialoga com a escultura de Leandro Gabriel, de 2016 (detalhe abaixo)

Escultura de Leandro Gabriel, de 2016

Foca Lisboa/UFMG

1ª Semana de Arte Moderna em Belo Horizonte

1ª Semana de Arte Moderna em Belo Horizonte_2015
De 24 de fevereiro a 1º de março acontece a 1ª Semana de Arte Moderna em Belo Horizonte. Realizada pela Fundação Municipal de Cultura, por meio da Casa Kubitschek, o objetivo do evento é refletir sobre o movimento modernista brasileiro, dando enfoque especial às suas manifestações em Minas Gerais.
Ao longo do evento serão realizadas palestras, oficinas, intervenções nas exposições, espaços interativos e visitas temáticas. As inscrições para as palestras devem ser realizadas por meio do telefone (31) 3277-1586 ou pelo e-mail educativos.ck@pbh.gov.br. Haverá emissão de certificado online para os participantes das palestras.
De acordo com André Mascarenhas, gestor da Casa Kubitschek, a realização desta atividade foi uma proposta do setor educativo tendo em vista a comemoração da semana de arte moderna de 1922 em São Paulo.
Casa Kubitschek_Belo Horizonte_2015
“A Casa Kubitschek é um espaço voltado para pensar o modernismo e suas várias formas de manifestações e modos de viver, pensamos que esta iniciativa servirá para refletir e debater sobre tal movimento em Belo Horizonte e Minas Gerais”, explica Mascarenhas.
A Casa Kubitschek foi projetada em 1943 para ser residência de fim de semana do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek. A construção segue o mesmo estilo do Iate Tênis Clube, com telhado em asa-de-borboleta e planos inclinados, configurando tipologia característica da arquitetura modernista da década de 1950.
Com jardins e pomar de Burle Marx, a casa se mantém até hoje com o projeto original, uma vez que as reformas realizadas tiveram assistência direta do arquiteto Oscar Niemeyer, autor do projeto original.Abaixo, confira a programação completa:
Terça-feira (24/02)
10h às 12h : Abertura: Palestra com o Prof. Dr. Rodrigo Vivas Andrade (UFMG)
Tema: “Os salões de Arte Moderna em Belo Horizonte – de 1936 a 1944“. 
14h: Palestra com a Profª Dra. Regina Helena Alves da Silva (UFMG).
Tema: O modernismo no Brasil e em Belo Horizonte.
15h30h: Oficina de Caricatura.
Obs.: A Casa disponibilizará o material necessário.
Quarta-feira (25/02)
19h30: Cine Kubitschek – exibição do filme Macunaíma nos jardins da Casa.
Quinta-feira (26/02)
15h: Palestra-concerto com o Prof. Dr. Loque Arcanjo (UniBH).
Tema: Heitor Villa Lobos.
18h: Sarau Livre no Jardim
Sexta-feira (27/02)
10h: Palestra com a Profa. Dra. Alexandra Nascimento (UniBH).
Tema: O Modernismo na arquitetura. 
15h: Palestra com a Profa. Dra. Eneida Maria de Souza (UFMG).
Tema: “Modernidades tardias no Brasil“.
Sábado (28/02)
Às 11h, 14h e 15h30: Visita temática deve ser requisitada pelo visitante junto à recepção)
Domingo (01/03)
15h: Visita temática deve ser requisitada pelo visitante junto à recepção)
Publicado originalmente em Café com Notícias.

Aleijadinho no 9ª Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte

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Seminário Comer Imagens

A professora Maria do Céu, ex-professora residente do IEAT (2012 e 2013), convida para participarem do Seminário Comer Imagens, do Grupo de Pesquisa sobre o Desenho e a Palavra.

O Seminário acontece entre os dias 23 e 24 de outubro. (vide programação no cartaz abaixo).

Outras informações sobre o Seminário em https://www.facebook.com/comerimagens

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Exposição “Na Superfície | Trabalhos sobre Papel”

O 23º Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas – ANPAP — será realizado em Belo Horizonte, entre 15 e 19 de setembro 2014. Terá uma organização multiforme, compreendendo Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação e de Graduação, Conferências Nacionais e Internacionais, Comitês, Simpósios e Seções de Iniciação Científica. A coordenação do encontro tem a coordenação da Professora e Pesquisadora da Escola de Belas Artes da UFMG Lúcia Pimentel.  Veja toda a programação no site: http://www.anpap.org.br/23encontro.html.

 A exposição “Na Superfície | Trabalhos sobre Papel” será realizada em paralelo ao evento, na Galeria da Escola Guignard, com abertura prevista para o dia 16 de setembro de 2014, às 21 horas— após a palestra do Filósofo e Historiador Francisco Jarauta — seguindo até 30 de Setembro. Para este encontro, o Comitê de Poéticas Visuais da ANPAP realizará a exposição com alguns artistas pesquisadores em artes plásticas, membros do PPGArtes da UFMG e da Escola Guignard.

A mostra terá como ponto de referência o suporte papel: desde o desenho, ao projeto, mas também a fotografia, a gravura, a escrita, o livro e etc. A nossa atenção se voltará aos trabalhos que utilizam este suporte de fina espessura, mas de utilização polivalente; pois em sua singularidade o papel apresenta-se também como multiplicidade, assim como são suas maneiras de acolher a imagem em suas várias formas e toda a sua profundidade. Já escutamos: nada mais simples do que um pedaço de papel. Algo simples, mas passível de receber o primeiro traço gestual, que ordena semelhanças e dessemelhanças materiais, assim como as coisas desconhecidas e invisíveis. Assim é o papel, esse flexível material — lugar para fixar constelações de qualidades – dispondo sua superfície para nossas invenções e possibilidades.

 Abaixo o catálogo . A curadoria está a cargo de Patricia Franca-Huchet, Mário Azevedo (da EBA/UFMG) e Marco Túlio Rezende (da EG/UEMG).

Clique na imagem para abrir o catálogo.

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Seminário Historiando a Arte Brasileira

Seminário de Arte

Para mais informações e inscrição acesse : http://www.comartevirtual.com.br/pages/inscricao

Abril Poético

Nesta quarta-feira, 2/4, haverá a abertura do Abril Poético na Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães. Esta é uma celebração artístico-cultural que busca resgatar a história, a arte e a cultura mineira integrando-as ao projeto nacional.  O evento está na 10ª edição e contempla cidades das regiões Central e Sul de Minas.

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